quinta-feira, 22 de julho de 2010

Teste

Meus sentidos não conseguiam definir o lugar, ou a situação. A venda que me foi colocada pelo meu DONO na saída daquela festa realmente me isolou de maiores descobertas ou apostas de possíveis situações.
Eu só sentia o leve incômodo do plug que ele havia colocado em mim para irmos àquela festa.
Naquele momento eu não conseguia definir uma situação, lugar ou intenção. Apenas cedia aos braços do meu DONO que me levava consigo numa caminhada a algum lugar.

-      - Chegamos – ele me disse sorrindo; pelo menos eu senti assim.

-       - Chegamos onde? – perguntei com curiosidade.

-       - Não seja curiosa Coré, sua curiosidade sempre te atrapalha. Controle-se e submeta-se, apenas isso.

-       - Sim, meu DONO. Perdoe meu atrevimento.

O som do salto junto ao chão mudou. Não estávamos mais pisando sobre pedras. Parecia um piso cerâmico. Com certeza estávamos entrando em algum lugar mais fechado.
Ele me fez parar, me beijou e tirou meu vestido. Fiquei apenas de calcinha, cedendo aos movimentos que me eram impostos até estar em pé com os braços abertos para cima e as mãos presas. Meus pés também foram presos, com cordas.

-       - Não demoro a voltar meu amor! – foi o que ouvi dele após ser amarrada.

-       - Meu dono, mas onde você vai?

-       - Já lhe disse Coré, não seja curiosa!  Sua curiosidade sempre te atrapalha -  Ele disse isto com um tom irônico, mas com um fundo de afirmação.

-      - Me perdoe meu DONO, estou com medo. Não sei onde estou. Não estou vendo nada...

-       - Já lhe disse, não seja curiosa! – disse isto separando sílabas -  Como posso ser seu DONO se não houver confiança entre nós?

-       - Meu DONO...

-       - Coré, não demorarei. Fique aí como está! Se sentir fome, diga que está com fome. Se sentir sede diga que está com sede, se precisar de qualquer coisa, diga. E não me faça nenhuma outra pergunta. Eu amo você, cuido de você, porque sou seu DONO, isto é tudo que você precisa saber.

-       - Sim, meu DONO.

Ele me deu um longo beijo, seguido de um forte golpe no rosto. Colocou a mão entre as minhas pernas e se foi em seguida.

-Ah!  Você está muito linda assim! Estou orgulhoso de você! Faça-me lhe dizer e sentir isto novamente quando voltar – Ouví-lo dizer de longe.

Os passos sumiram do meu alcance.

Onde eu estava? Porque? Para quê?

Fiquei naquele lugar, naquela posição, durante muito tempo.  O tempo não era contável porque minha ansiedade atrapalhava. E as perguntas que me surgiam me faziam perder a noção de tempo e espaço.

O que meu DONO estava pretendendo? Porquê? Era uma educação ou punição? Eu estava tão incompleta assim na minha educação ou estava sendo punida?

Ouvi passos se aproximando na minha direção. Era meu DONO?

-       - Meu DONO ? – Perguntei.

Não obtive resposta. Ou até obtive, se é que se deve considerar como resposta ser açoitada por um chicote.

-      -  Meu DONO? – Perguntei novamente, sem obter resposta.

O chicote era o único som que se fazia ouvir, em cheio. Eu sentia prazer vindo do chicote e ardor e dor voltando com ele a cada chicotada.  Meu corpo parecia estar sendo esculpido por couro. Eu sentia a vívida cor das marcas pela dor.

A surra cessou após alguns minutos. Alguém estava andando a minha volta e eu sentia estar sendo observada, até sumir com os passos para longe e deixar uma eternidade tão dolorida quanto prazerosa. Uma miscigenação de sensações.

-       - Meu amor! Agora sim, você está mais bela que nunca! Foi bem tratada? – ouvi meu DONO falando, ao mesmo tempo em que se aproximava.

Então não foi ele quem me chicoteou?

-       - Você é meu maior tesouro. Deve ser lapidada. E é por isto que você está aqui.


      Continua....


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