sexta-feira, 30 de julho de 2010

DONO

Gostaria de estar neste momento numa grande cama, entregue a uma vontade que não é minha.
Quero uma vontade conseqüente de mim. Mas, que não pertença a mim.
Quero amor, quero abraços. Quero beijos que me roubem a língua.
Quero mãos que acariciem meu espírito. E êxtases que manipulem a minha alma.
A superficialidade me cansa, me angustia e até encurta minha felicidade quando esta existe.
Quero um amor imprevisível que abra os caminhos incomuns e proibidos do meu corpo.
Um amor que tire meu gozo. Que tire por si só e não por minha vontade.
Quero surpresas, prazer, amor, paixão, loucura, entrega.
Meu prazer não vem de mim. Não posso regê-lo.
Meu prazer vem da manipulação de um DONO.
Que conhece meu corpo. Que é o cartógrafo de um extenso mapa. O mapa do próprio prazer. Estando este último interligado a mim. Ao meu prazer.
Somos um só, sob um único comando. O comando do meu DONO.

Amo pertencer-lhe... Meu DONO

Direitos reservado a K.F. Hannah. Proibida a reprodução sem citação do autor.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Teste

Meus sentidos não conseguiam definir o lugar, ou a situação. A venda que me foi colocada pelo meu DONO na saída daquela festa realmente me isolou de maiores descobertas ou apostas de possíveis situações.
Eu só sentia o leve incômodo do plug que ele havia colocado em mim para irmos àquela festa.
Naquele momento eu não conseguia definir uma situação, lugar ou intenção. Apenas cedia aos braços do meu DONO que me levava consigo numa caminhada a algum lugar.

-      - Chegamos – ele me disse sorrindo; pelo menos eu senti assim.

-       - Chegamos onde? – perguntei com curiosidade.

-       - Não seja curiosa Coré, sua curiosidade sempre te atrapalha. Controle-se e submeta-se, apenas isso.

-       - Sim, meu DONO. Perdoe meu atrevimento.

O som do salto junto ao chão mudou. Não estávamos mais pisando sobre pedras. Parecia um piso cerâmico. Com certeza estávamos entrando em algum lugar mais fechado.
Ele me fez parar, me beijou e tirou meu vestido. Fiquei apenas de calcinha, cedendo aos movimentos que me eram impostos até estar em pé com os braços abertos para cima e as mãos presas. Meus pés também foram presos, com cordas.

-       - Não demoro a voltar meu amor! – foi o que ouvi dele após ser amarrada.

-       - Meu dono, mas onde você vai?

-       - Já lhe disse Coré, não seja curiosa!  Sua curiosidade sempre te atrapalha -  Ele disse isto com um tom irônico, mas com um fundo de afirmação.

-      - Me perdoe meu DONO, estou com medo. Não sei onde estou. Não estou vendo nada...

-       - Já lhe disse, não seja curiosa! – disse isto separando sílabas -  Como posso ser seu DONO se não houver confiança entre nós?

-       - Meu DONO...

-       - Coré, não demorarei. Fique aí como está! Se sentir fome, diga que está com fome. Se sentir sede diga que está com sede, se precisar de qualquer coisa, diga. E não me faça nenhuma outra pergunta. Eu amo você, cuido de você, porque sou seu DONO, isto é tudo que você precisa saber.

-       - Sim, meu DONO.

Ele me deu um longo beijo, seguido de um forte golpe no rosto. Colocou a mão entre as minhas pernas e se foi em seguida.

-Ah!  Você está muito linda assim! Estou orgulhoso de você! Faça-me lhe dizer e sentir isto novamente quando voltar – Ouví-lo dizer de longe.

Os passos sumiram do meu alcance.

Onde eu estava? Porque? Para quê?

Fiquei naquele lugar, naquela posição, durante muito tempo.  O tempo não era contável porque minha ansiedade atrapalhava. E as perguntas que me surgiam me faziam perder a noção de tempo e espaço.

O que meu DONO estava pretendendo? Porquê? Era uma educação ou punição? Eu estava tão incompleta assim na minha educação ou estava sendo punida?

Ouvi passos se aproximando na minha direção. Era meu DONO?

-       - Meu DONO ? – Perguntei.

Não obtive resposta. Ou até obtive, se é que se deve considerar como resposta ser açoitada por um chicote.

-      -  Meu DONO? – Perguntei novamente, sem obter resposta.

O chicote era o único som que se fazia ouvir, em cheio. Eu sentia prazer vindo do chicote e ardor e dor voltando com ele a cada chicotada.  Meu corpo parecia estar sendo esculpido por couro. Eu sentia a vívida cor das marcas pela dor.

A surra cessou após alguns minutos. Alguém estava andando a minha volta e eu sentia estar sendo observada, até sumir com os passos para longe e deixar uma eternidade tão dolorida quanto prazerosa. Uma miscigenação de sensações.

-       - Meu amor! Agora sim, você está mais bela que nunca! Foi bem tratada? – ouvi meu DONO falando, ao mesmo tempo em que se aproximava.

Então não foi ele quem me chicoteou?

-       - Você é meu maior tesouro. Deve ser lapidada. E é por isto que você está aqui.


      Continua....


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C

Emma Shapplin - Carmine Meo





Carmine Meo


Carmine sanati meo 

Adice praeceptis tuis 

Mala sunt vicina bonis 

Crimina tanta remitto 

Nauta qui traicis umbras 

Or attendi ! 

Qui nunc iacet horrida pulvis 

Non lacerarmi... 

Dio, massisti !... 

Ancora mi udi ? 

Dalle braccia sue la vita mi concedi 

Hoc perdidit ante puellas 

Son di lui ! 

Non posso sdegnarlo 

Non posso più 

In core, strano... 

I suoi accenti 

Son scolpiti... E lui nol sa ! 

Non muovere, presso a te son io 

Non muovere, lo spavento al cuor 

Non muovere, sconto col sangue mi-io 

L'amor di te... L'amor di te 

Non ventosas addidit alas 

Sorte cruda ! 

D'eterne lacrime 

Trema il mio cuor 

La mia sventura... 

Ô rimembranza ! 

Dalle braccia sue io non muovero 

Non muovero, presso a te son io 

Non muovero, lo spavento al cuor 

Non muovero, sconto col sangue mi-io 

L'amor di te... L'amor di te... Presso a te son io 

Non muovere, lo spavento al cuor 

Non muovere, sconto col sangue mi-io 

L'amor di te... L'amor di te

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Meu Caminho


Barqueiro que transportas sombras! 

Espere! 

Aqui jaz cinzas horríveis... 

Não me dilaceres 

Ajuda-me Deus! 

Ainda me ouve? 



Em seus braços me deste a vida 

E assim se perderam as donzelas... 

Eu pertenço... 

Não posso negar 

És estranho... 

Seus acentos ficaram gravados 

Em meu coração 

Ele não sabe 



Não se mecha... Fecho-me contra ti 

Não se mova... com medo no coração 

Pago com meu sangue 

O meu amor por ti 



Ninguém lhe deu as asas do vento... 

Cruel destino! 

Meu coração está agitado 

Soluçando eternamente 

Minha aventura 

Não passa de uma lembrança 

Não me tire dos seus braços 



Não se mecha... Fecho-me contra ti 

Não se mova... com medo no coração 

Pago com meu sangue 

O meu amor por ti

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Amo Pertencer-lhe

Minha inspiração vem de mim, pelo meu DONO.

A forma que ele me olha quando sou uma boa submissa dispensa qualquer pronúncia. Me envolve com o olhar, com os braços, sem me falar nada.

Sinto-o me protegendo, me cuidando.

Ele tem uma forma diferente de cuidar do meu sentimento.

Cuida de si mesmo, garantindo-se de que eu terei uma boa conduta. Assim deixo-o tranqüilo e ele não precisa se preocupar. Sabe que me educando estará livre de maiores preocupações e o seu tempo é o precioso tempo de estar comigo livre, real, perfeito segundo seus conceitos.

O Prazer e o amor que tenho em servi-lo, não me é imposto. Isto vem da minha alma e ele sabe disso quando me olha.

Gosto tanto de estar ajoelhada beijando-lhe os pés, quanto de estar envolvida em seus braços num descanso. 

Ser dele é razão suficiente para meu empenho, cuidado e para minha felicidade.

Amo-o por amá-lo. Sem maiores ou menores razões.

Esta prisão é a maior liberdade que eu posso desejar. A maior liberdade que existe.

Amo pertencer-lhe.

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