sexta-feira, 30 de julho de 2010

DONO

Gostaria de estar neste momento numa grande cama, entregue a uma vontade que não é minha.
Quero uma vontade conseqüente de mim. Mas, que não pertença a mim.
Quero amor, quero abraços. Quero beijos que me roubem a língua.
Quero mãos que acariciem meu espírito. E êxtases que manipulem a minha alma.
A superficialidade me cansa, me angustia e até encurta minha felicidade quando esta existe.
Quero um amor imprevisível que abra os caminhos incomuns e proibidos do meu corpo.
Um amor que tire meu gozo. Que tire por si só e não por minha vontade.
Quero surpresas, prazer, amor, paixão, loucura, entrega.
Meu prazer não vem de mim. Não posso regê-lo.
Meu prazer vem da manipulação de um DONO.
Que conhece meu corpo. Que é o cartógrafo de um extenso mapa. O mapa do próprio prazer. Estando este último interligado a mim. Ao meu prazer.
Somos um só, sob um único comando. O comando do meu DONO.

Amo pertencer-lhe... Meu DONO

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