quinta-feira, 27 de maio de 2010

Uma surpresa...

Após um demorado banho lá estava eu só e confortavelmente na companhia do que eu mais prezava que era a corda que ele usava para o seu prazer, para o meu prazer.  Acariciando o que mais tarde acariciaria minha pele pelas habilidosas mãos do meu DONO. Estava com uma calcinha delicada , como as que aprendi a gostar e nada mais.
Pensando numa forma de agradar meu DONO, na verdade estava inconscientemente pensando em como chamar sua atenção para que ele viesse a mim e me satisfizesse os mais impuros desejos. Sem saber que isto estava fungindo da minha entrega verdadeira, o que eu mais queria.
Como numa conexão ele me ligou e disse a mim que o esperasse de uma forma que o agradasse.
Peguei a corda com todo carinho do mundo, como eu a amava, como eu a desejava, como eu a temia. Pelas mãos de DONO ela se transformava em meu guia, minha redenção, meu prazer infinito. Fora dele era uma lembrança dos próprios feitos dos quais eu tinha as doloridas marcas.  Me ajoelhei na frente da cama voltada para o espelho e comecei a atar minhas próprias mãos para trás. Nunca o fizera antes e não conhecia as técnicas do bondage  mas,  fiz o nó mais firme com o qual se é possível prender alguém. Se ele não viesse nas próximas horas com certeza eu continuaria presa ate que alguém ou ele me encontrasse, porque jamais conseguiria desfazer aquele nó.
A imagem que o espelho mostrava era o de uma menina pura, a mercê das vontades do seu DONO e disponível para todas elas, sem reservas e com prazer. Sem interpretação aquela imagem seria uma grande obra de arte. Mas que obra de arte é arte sem percepção?
Na verdade o que eu sentia era uma pontinha de egoísmo e decepção por estar atendendo ao meu próprio desejo, antes do que era responsável por ele, o prazer do meu DONO. Um detalhe tão pequeno tirava a verdade e intensidade da minha entrega. Isso me incomodava. Realmente tinha muito o que aprender. Aprender a estar apenas disponível. Nada mais. Estar disponível era o que dava prazer ao meu DONO, que por conseqüência era o meu maior prazer.
Ouvi a porta se abrir e o vi refletido no vidro da janela enquanto ele entrava. Subiu as escadas calmamente como sempre fazia e me deu um sorriso ao me ver de joelhos. 
Se aproximou de mim e me disse que tirasse seus sapatos, porque não tinha percebido que eu estava presa. Sem falar nada eu me virei de costas para ele para deixar explícito o porque de eu não tirar os seus sapatos e recebi de presente um delicioso carinho no rosto, um tapa que ele me dava para dizer que estava feliz comigo. Isso me deixava feliz.
Tirou os sapatos, a roupa e o cinto . Dobrou o cinto e o manteve na Mao direita enquanto acariciava meus seios com a outra mão.  De olhos fechados só senti o golpe do cinto abaixo das minhas mãos atadas. A cada golpe eu sentia o prazer do meu dono e o amava por isso. Como ele era bom comigo me batendo com aquele prazer e eu tão egoísta a ponto de pensar em um prazer independente. Sendo que o prazer genuíno era resultado do prazer que ele tinha comigo.
Me empurrou na cama e  me possui da forma que mais nos agradava. Me sentia dele assim. Necessitava ser possuída desta forma.  Me sentia viva e amada de verdade. Era verdadeira a posse do lugar proibido. Era nossa verdade, nosso amor. Apenas ele conseguia fazê-lo por tanto tempo e de uma forma tão prazerosa e indispensável a ponto de me fazer implorar que não saísse. 
Me sentia completa quando ele estava atrás de mim, me olhando enquanto me possuía. Me dizendo que eu era sua menina, sua lolita, sua puta, sua mulher. Era o prazer aos meus olhos, aos meus ouvidos e sendo possuída sentia-me sua por completo. Eu era responsável pelo prazer do meu dono . Cuidava disto como da minha própria vida.
Senti-me encher com o que era meu premio por ter sido uma boa escrava aos seus olhos, ao seu prazer ao mesmo tempo em que entrava em êxtase.
Acordei sentindo as marcas doerem.  DONO estava sentando ao meu lado acariciando-as e curvou-se para beijá-las. Agradeci a vida por poder ter um dono que cuidasse tão bem de mim.
Mesmo num ato de carinho ele nunca deixava enfraquecer seu posto de dominação. Ele não tinha se tornado um DONO. Sempre fora um. Meu DONO. E eu sempre sua escrava. Uma existência sem repetição.

Amo-te meu DONO. Serei o que quiseres que eu seja. Eu mesma. Sua.

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