terça-feira, 25 de maio de 2010

Carinho

Agradeço essa dor que me alimenta a alma pelo prazer do meu Senhor.


Não é uma dor de maldade, de falta, de um simples machucado. É a dor mais pura e plena que já senti.

Sinto-me possuída a cada golpe, me faz sentir falta dos que não existem ou não chegam.

Ele levanta o cinto como um deus mostra o poder que tem. Mas não sinto medo. Sinto agradecimento por ter um Senhor que me cuida assim, alimentando o seu prazer com o meu. Com a minha dor.

Estou ali, ajoelhada, como devo estar diante de tanta força.

Beijo seus pés entre uma surra e outra, agradecendo por ser meu Dono. Por querer a mim como sua. Por me alimentar com o seu prazer na minha dor, por me dar a liberdade da dor.

O que mais eu poderia querer?

Ser escrava dona dos meus prazeres? Não ter quem alimentar com minha dor? Não ter a quem servir?

Que honra há nisso?

Quero mais... Quero servir, respeitar, reverenciar, viver para ele, dar prazer, amor, carinho, confiar, ser eu mesma. Quero ser amada, cuidada, alimentada. Com amor, cinto, prazer, carinho, dor.

Quero ser livre... sendo submissa e escrava de um prazer, um prazer livre. Do meu Dono. Meu.

Amo o cinto, o chicote, as fortes mãos que ultrapassam os limites do que entendo por prazer e dor. É o carinho verdadeiro de um dono. Amo amar meu Dono. Sendo dele eu VIVO.


Direitos reservado a K.F. Hannah. Proibida a reprodução sem citação do autor.


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