sábado, 19 de junho de 2010

Descoberta- Continuação

Estava ali,  nua, de pés e mãos atados.  Livre dentro da minha própria prisão, a mesma liberdade que dava ao meu DONO a minha escravidão, o meu prazer, minha disponibilidade para a sua perversão, e a minha entrega.

Senti sua língua descendo pelas minhas costas sem a pressa convencional de uma grande vontade. Era como se eu estivesse sendo degustada pelo paladar calmo de um especialista que, por mais experiente que fosse, descobria mais um sabor atraente.
 
Ele parou ali, no final das minhas costas e se afastou por uns minutos, trazendo em seguida consigo uma venda e colocando-a no meu rosto.

Agora o teste daria-se por completo. Eu estava realmente a mercê da sua perversão, que me arrepiava só de imaginar até onde iria. E pelo que eu estava sentido iria bem longe, quebrando meus próprios tabus.  Ele estava invadindo o que eu tinha de mais meu, pelo menos era o que eu achava, com a  língua. Me fazia estremecer  a cada vez que o sentia degustando meu pudor.

Queria tanto que tivesse continuado. Mas ele novamente me despertou de mim mesma me fazendo sentir o ardor daquele chicote que eu mesma havia escolhido pela manhã. Que arrependimento eu senti naquela hora. Porque eu não me recusei a escolher aquele chicote?  Meus pensamentos só deixavam mais sensíveis a dor e o ardor que ele e o chicote me provocavam.

Naquele momento ele disse que tinha que me despertar do meu próprio prazer, que eu deveria aprender que o prazer dele em me degustar com a língua deveria vir em primeiro lugar e não o meu prazer em estar sendo degustada.

Como doía sentir os gomos do chicote contra minhas nádegas, minha costas. Ele não se continha e fazia eu me  sentir uma grande egoísta a cada vez que me avisava que o meu prazer seria a conseqüência do dele, se eu o deixasse cuidar de mim.

Implorei a ele que não me batesse mais naquele momento, que eu me comportaria, eu sabia que era aquilo que eu queria, só o que eu não havia feito era ceder à verdadeira entrega. Isso não o comoveu, porque ele ainda me chicoteou por alguns minutos até me dar outra chance de mostrar um bom comportamento.

Agradeci-o por ter me dado a nova chance e disse que me comportaria dali para frente.

Como que para me testar ele me tirou a venda e disse que se eu realmente me comportasse então não precisaria de venda, porque simplesmente continuaria com os olhos fechados porque ele me pediu assim. E foi o que fiz. Continuei na escuridão de um prazer desconhecido que nem vinha de mim, que era totalmente inesperado e imprevisível.  Isso me provocaria uma entrega ou uma renúncia?

Eu só ouvia seus movimentos pelo quarto e isso me atiçava ainda mais a abrir os olhos para prever a próxima libertinagem. Mas ao mesmo tempo eu pensava que estaria traindo-o e me traindo se fizesse isso. Continuei de olhos fechados porque ele interrompeu minhas dúvidas com o carinho que fazia nas minhas costas marcadas pelo chicote. Eu só não entendia se era um carinho de cuidado ou se era para intensificar a dor provocada, porque era o que eu sentia, muita dor.

Ele desceu a mão com umas bolinhas que pelo que eu sentia eram as menores e foi colocando-as uma a uma como numa educação. Uma educação para ele o para mim?  Eu ficava cada vez mais confusa com as perguntas que esses atos me despertavam.

As bolinhas pequenas eram prazerosas quando eram tiradas. Ele as trocava por outras maiores até colocar a primeira maior que me fez perguntar, porque ele não poderia ser como os outros homens atraídos por um método sexual convencional. Será que os outros homens realmente eram atraídos por isso?

Aquelas bolinhas eram realmente grandes, porque faziam-me sentir como se não coubesse mais nada dentro de mim. Elas me preenchiam de uma forma que eu mesma não imaginava ser possível. Mas como eu estava começando a entender ele sabia muito mais de como realizar as suas próprias vontades que por conseqüência as minhas.

Quem poderia ser melhor para ter-me para si, para cuidar de mim, cuidar dos próprios desejos? Até aquelas bolinhas enormes em mim ele sabia manipular com uma perfeição que nem eu mesma faria melhor. Elas saíam, enormes, uma a uma. Deixando muito mais agradável e prazeroso para ele o acesso aquele lugar que antes era secreto. Ele fazia tudo com maestria, regia o meu prazer por estar cuidando antes do próprio prazer.

Depois de deixar-me livre de todas aquelas bolinhas, ao contrario do que eu pensava ele não me deixou num descanso que eu imaginava ser certo. Ele colocou me um plug pequeno e disse que eu deveria descansar assim.

Me disse para abrir os olhos com um carinho no rosto e invadiu minha boca para me dar o presente por ter me comportado naquela primeira fase.

Depois disso deitou ao meu lado e me disse que estava orgulhoso de mim, da forma que eu havia me comportado.

Aquele realmente era o meu dono. Ele sabia cuidar do meu prazer, porque era um DONO, que cuidava do próprio prazer. Cuidava de mim para serví-lo.

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