quinta-feira, 10 de junho de 2010
Descoberta
Entramos numa sex shop, eu e meu DONO. Estávamos de braços dados portando-nos como um casal comum. Com todo aquele roteiro de murmurinhos de vendedoras e demais clientes da loja, que eram em sua maioria mulheres sozinhas.
Era transparente no rosto das pessoas que nos olhavam a observação do contraste.
Uma menininha realmente mignon calçando infantis botas de camurça. Que mesmo estando felizmente sujeita às maiores devassidões imagináveis, estava naquele momento ruborizada.
E um homem, de pele morena bronzeada, com um nítido comportamento libertino.
Éramos eu e meu DONO, buscando o que mais tarde usaríamos da forma que ele quisesse. Só o que eu sabia era a indicação de cada artigo da loja, mas a forma que meu DONO os usaria comigo era imprevisível, como de todas as vezes.
Eu ficava cada vez mais atraída por tudo que estava à minha volta, incluindo às pessoas.
Começamos o passeio por uma exposição de anéis penianos e bolinhas tailandesas. Eu nunca havia usado uma daquelas. Eram tão bonitinhas, delicadas, femininas. Fiquei imaginando de quais tamanhos e de que forma poderiam ser usadas. Acabei pegando as menores, vermelhinhas, pouco maiores que uma cereja, por sugestão do meu DONO. Segundo ele eu deveria começar pela menor para sentir a evolução à qual elas me levariam, até fazer uso da maior de todas, que, aliás, era seu objetivo. Em seguida fomos para a melhor parte da sex shop, onde estavam os acessórios que eu mais temia e desejava ao mesmo tempo. Eram chicotes, de todas as formas, tamanhos, cores e comprimentos. Eu ainda não tinha meu chicote. Toquei todos eles, com calma e um certo receio. Aquele momento foi o que eu mais esperei e com certeza o meu DONO também.
Minhas pernas quase não se sustentavam ao tocar aqueles chicotes. Como eu me sujeitaria a eles? Por que me sujeitaria? Em que situações? Qual seria a intensidade? Eu tocava os tiras do chicote e imaginava as marcas que me deixariam. Fiquei em dúvida entre um chicote de tiras longas e um chicote de tiras curtas. Fiz a comparação que o chicote de tiras longas seria bem mais trabalhoso porque a alavanca a ser feita até tocar a pele é bem maior que no caso do chicote de tiras curtas. Mas o de tiras curtas necessitaria de mais força e repetições, o que me deixava receosa e desejando-o. Com base nesta comparação, optei pelo chicote de tiras curtas. Era um chicote lindo. Preto, de couro e com um acabamento perfeito.
Fomos para a sessão de brinquedinhos de borracha, os vulgos vibradores, plugs e etc. Vi um plug lindíssimo, de borracha, todo cor de rosa e pequenino, entre outros muito maiores. Mas, segundo orientação do meu dono, ir com sede ao pote não seria saudável além de não ser tão prazeroso. Pularia a parte de sentir a evolução de entrega e disposição total. Assim, optei pelo rosa, de pequeno comprimento e diâmetro.
O próximo e último acessório a ser escolhido, desta vez, pelo meu DONO, foi um brinquedinho de borracha azul clarinho . Era enorme para meus padrões. Devia ter uns 21 centímetros de comprimento e 8 centímetro de diâmetro. Era muito grande para mim, segundo meus próprios julgamentos. Fiquei feliz, porque sei que meu dono estava fazendo uma escolha certa, ele jamais erraria, minha confiança nele me deixou tranqüila.
Fomos para o caixa, pagamos, saímos e ainda passeamos muito mais naquela tarde.
Já em casa, tomei um demorado banho me preparando para o que poderia acontecer mais tarde. Coloquei uma calça colada Pink e uma blusa comprida, sem mangas, na cor preta e sapatos pretos altíssimos. Era assim que ele gostava de me ver. Bonita, sempre bem maquiada, em cima de altíssimos saltos, feminina, mulher e menina ao mesmo tempo. Perfumei-me e me apresentei a ele, que me levou até o carro dizendo que iríamos passar a noite num lugar diferente.
Entramos num quarto amplo, todo espelhado, com uma gigantesca cama alinhada ao centro da parede de frente para a porta. Mais afastado, num canto do quarto tinha uma banheira redonda de hidromassagem, que me povoou a mente com idéias malévolas. Aquela noite prometia!
Ele colocou uma música para tocar, era Emma Chaplin, me fazendo sentir um clima de fetiche no ar. Serviu-me uma bebida e sentou ao meu lado na poltrona espaçosa ao lado da cama. Conversamos por algum tempo, mas nada que não nos fizesse estar rendidos ao clima que a música de Emma Chaplin nos trazia. Ele colocou meu rosto entre suas mãos com carinho, com o mesmo cuidado com que se pega uma jóia e me beijou com intensidade, me fazendo ir às nuvens.
O beijo não durou muito porque fui despertada por uma mão forte que me fez arder o rosto com o golpe. Pelo jeito minha dúvida de que realmente ele era meu DONO não duraria muito. Será?!
Ele me disse para fechar os olhos. Era um teste de confiança, disso eu sabia. Mal sabia ele que era um teste para si mesmo. Fiquei assim enquanto ele me despia, até me colocar na cama com as costas para cima, atando minhas mãos para trás com cordas.
Ele começou percorrer minhas costas com a língua, me deixando em dúvida. Estava me esnobando com meu próprio prazer ou estava sendo carinhoso?
Continua....
Direitos reservado a K.F. Hannah. Proibida a reprodução sem citação do autor.
All rights reserved for K.F. Hannah. No reproduction without quoting the author.
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário